A dança do ventre, também conhecida como dança oriental, se desenvolveu no Oriente Médio e Norte da África, especialmente no Egito, onde ganhou forma artística e passou a ser apresentada em festas, palcos e até em obras cinematográficas no início do século XX.
Entretanto, há controvérsias sobre a sua origem. Alguns estudiosos associam à práticas ritualísticas milenares; outros, ao encontro de culturas devido ao colonialismo e ao fenômeno do orientalismo.
No entanto, sabe-se que, com o passar dos tempos históricos, influências de diferentes culturas enriqueceram a estética da dança do ventre, tal qual conhecemos.
Além de sua expressão artística, a dança do ventre valoriza consciência corporal, postura e musicalidade. Uma das características marcantes é o isolamento de movimentos que permite trabalhar cada parte do corpo com precisão. Entre os movimentos básicos de quadril, destacam-se:
•Movimentos percussivos: básico egípcio, batida lateral, soldado, twist;
•Movimentos ondulatórios: oito (horizontal, vertical), redondo, camelo, os quais criam ritmos visuais e texturas na dança.
Os movimentos de braços também são fundamentais, como os braços serpenteados, as aberturas laterais e os marcadores de posição, que moldam o espaço e dão elegância à performance.
Nos deslocamentos, são comuns a caminhada egípcia, o passo cruzado (grego), o arabesque e o giro básico, que conectam os movimentos e fazem a bailarina ocupar o palco com fluidez. Ainda é feito shimmy de quadril e de ombros e a famosa queda turca.
Nas danças orientais clássicas, existe a possibilidade do uso de acessórios como forma cênica ou elemento de impacto, como o véu de seda, espada (sabre), candelabro (shamadan) e taça.
Nas danças orientais modernas, pode-se usar véu asa (wings), véu fan (leque), véu flag (bandeira), véu poi (véu preso a uma bola com cordão), como também a espada.
Nas danças orientais folclóricas, usa-se bastão (assaya), cajado (tahtib), bengala, pandeiro, snujs, manto (meleya), jarro e cesto.
