TERCEIRO ACTO - Pesquisa e Criação Artística

TERCEIRO ACTO - Pesquisa e Criação Artística

MINUTA

Minha foto
No ranking dos 50 websites mais procurados no Google com publicações na temática, em consonância aos ODS da Agenda 2030 da ONU, o projeto TERCEIRO ACTO – Pesquisa e Criação Artística, criado em 2010, destaca-se como um espaço de investigação, produção e difusão de conhecimento no campo das artes.
O projeto fomenta a dialogia entre teoria e prática por meio de vivências artísticas, estudos sistemáticos e processos reflexivos, promovendo uma compreensão crítica sobre o papel da arte e da educação na sociedade contemporânea.
Ao longo de sua trajetória, o TERCEIRO ACTO consolidou-se como uma plataforma de referência para artistas, educadores e pesquisadores, incentivando práticas interdisciplinares, a experimentação estética e o pensamento crítico.
As suas ações buscam articular criação artística, formação e pesquisa, contribuindo para o desenvolvimento cultural, para a democratização do acesso à arte e para o fortalecimento do diálogo entre diferentes saberes e contextos sociais.

Este projeto é patrocinado por:

CRS Print:
(19) 9.9746-4384

EQUIPE


Vanessa SCARINGI

Doutora em Educação Escolar (Unesp, 2025), Mestra em Educação com ênfase em Linguagens, Práticas Culturais e Formação (Unesp, 2011), Especialista em Balé (Unyleya, 2026), Especialista em Metodologia do Ensino de Artes (Uninter, 2015), Especialista em Educação Especial (Centro Universitário Claretiano, 2013), Licencianda em Dança (UniCesumar, atual) e Licenciada em Pedagogia com habilitação em Administração Escolar (Unesp, 2006).
https://orcid.org/0000-0002-7305-366X

Fabiana GUILHERME

Doutora em Educação (Unesp, 2024), Mestra em Educação com ênfase em Alfabetização (Unesp, 2011), Psicopedagoga (Centro Universitário Claretiano, 2008) e Licenciada em Pedagogia com habilitação em Administração Escolar (Unesp, 2001).
https://orcid.org/0000-0003-1349-0435

Artistas e Fazedores Culturais da Unesp - Comissão Cultural do Campus de Rio Claro

Acesse a página inicial!

Raqs Sharq (Dança Oriental) ou Dança do Ventre

A dança do ventre, também conhecida como dança oriental, se desenvolveu no Oriente Médio e Norte da África, especialmente no Egito, onde ganhou forma artística e passou a ser apresentada em festas, palcos e até em obras cinematográficas no início do século XX.

Entretanto, há controvérsias sobre a sua origem. Alguns estudiosos associam à práticas ritualísticas milenares; outros, ao encontro de culturas devido ao colonialismo e ao fenômeno do orientalismo.

No entanto, sabe-se que, com o passar dos tempos históricos, influências de diferentes culturas enriqueceram a estética da dança do ventre, tal qual conhecemos.

Além de sua expressão artística, a dança do ventre valoriza consciência corporal, postura e musicalidade. Uma das características marcantes é o isolamento de movimentos que permite trabalhar cada parte do corpo com precisão. Entre os movimentos básicos de quadril, destacam-se:

•Movimentos percussivos: básico egípcio, batida lateral, soldado, twist;

•Movimentos ondulatórios: oito (horizontal, vertical), redondo, camelo, os quais criam ritmos visuais e texturas na dança.

Os movimentos de braços também são fundamentais, como os braços serpenteados, as aberturas laterais e os marcadores de posição, que moldam o espaço e dão elegância à performance.

Nos deslocamentos, são comuns a caminhada egípcia, o passo cruzado (grego),  o arabesque e o giro básico, que conectam os movimentos e fazem a bailarina ocupar o palco com fluidez. Ainda é feito shimmy de quadril e de ombros e a famosa queda turca.

Mais do que uma técnica, a dança do ventre celebra expressão pessoal, feminilidade e empoderamento, transmitindo emoção e mantendo viva uma tradição artística que continua encantando e inspirando novas gerações.


Acessórios na dança do ventre 


Nas danças orientais clássicas, existe a possibilidade do uso de acessórios como forma cênica ou elemento de impacto, como o véu de seda, espada (sabre), candelabro (shamadan) e taça.

Nas danças orientais modernas, pode-se usar véu asa (wings), véu fan (leque), véu flag (bandeira), véu poi (véu preso a uma bola com cordão), como também a espada.

Nas danças orientais folclóricas, usa-se bastão (assaya), cajado (tahtib), bengala, pandeiro, snujs, manto (meleya), jarro e cesto.

Vanessa Scaringi em apresentação com véu wings (2025)


Fusões com  a dança do ventre 


A dança do ventre é uma arte corporal marcada pela expressividade, musicalidade e riqueza cultural. Tradicionalmente associada ao Oriente Médio e ao norte da África, ela reúne movimentos sinuosos, ondulações, vibrações e deslocamentos que valorizam a consciência corporal e a interpretação musical. 

No entanto, ao longo do tempo, essa dança passou por transformações e diálogos com diferentes culturas, dando origem às chamadas fusões, que unem elementos da dança oriental a outros estilos e linguagens artísticas.

As fusões na dança do ventre surgiram tanto pela expansão mundial dessa arte quanto pela necessidade criativa das bailarinas de explorar novas possibilidades de movimento, estética e expressão cênica. Essas combinações permitem ampliar repertórios técnicos, criar novas atmosferas coreográficas e aproximar a dança oriental de diferentes públicos.

Uma das fusões mais conhecidas é a união entre a dança do ventre e o balé clássico. O balé contribui com postura, alinhamento corporal, leveza, giros e deslocamentos refinados. Em contrapartida, a dança oriental acrescenta fluidez, isolamentos corporais e expressividade. Essa combinação cria uma estética elegante, delicada e altamente técnica, muito utilizada em apresentações cênicas e coreografias contemporâneas.

Outra vertente bastante popular é o tribal fusion, derivado do american tribal style. Essa modalidade mistura dança do ventre com influências do flamenco, danças indianas, hip hop e dança contemporânea. O resultado é um estilo mais teatral, intenso e marcado por movimentos precisos, figurinos elaborados e forte presença cênica.

A fusão com o flamenco também possui grande destaque. Ambas as danças compartilham expressividade, trabalho de braços e conexão emocional com a música. Enquanto o flamenco traz força, dramaticidade e sapateado, a dança oriental oferece suavidade e mobilidade do tronco e quadril, criando uma combinação vibrante e apaixonante.

Já a integração com a dança contemporânea permite maior liberdade criativa. Nessa fusão, a técnica oriental pode ser desconstruída e reinterpretada por meio de movimentos orgânicos, exploração do chão, improvisação e emoções mais abstratas. Essa abordagem é muito utilizada em espetáculos autorais e pesquisas corporais.

Existem ainda fusões com jazz dance, samba, danças indianas e até estilos urbanos. Cada combinação modifica não apenas os movimentos, mas também figurinos, musicalidade e intenção artística. Em muitos casos, as fusões funcionam como pontes culturais, mostrando que a dança é uma linguagem viva e em constante transformação.

Flores do Oriente - Dance Trio Project (2026) em ensaio coreográfico autoral de fusão entre jazz dance e dança do ventre, criado por Daniele Jacovetti, Thais Cocco e Vanessa Scaringi, sob direção artística de Déh Vian.

Apesar das inúmeras possibilidades criativas, é importante que as fusões sejam construídas com estudo e respeito às origens culturais de cada estilo envolvido. Conhecer a história, a musicalidade e a técnica da dança do ventre tradicional fortalece a identidade artística da bailarina e evita que a fusão perca sua essência.

Mais do que misturar movimentos, fusionar estilos é criar diálogo entre culturas, corpos e formas de expressão. A dança do ventre, por sua riqueza e versatilidade, continua sendo um campo fértil para experimentações artísticas que unem tradição e inovação.